Já faz tempo que a música desta grande nação não anda lá essas coisas, né? Então, inspirada pelo divertido Puxa Cachorra!, eu decidi fazer a minha lista de 10 terríveis músicas brasileiras:
10- Fico assim sem você -Abdullah e Cacá Moraes
Além da óbvia farofice, esse exemplar do funk PAF (Pré Advento do Furacão 2000) fica com a lanterna da minha lista por duas palavras: ADRIANA CALCANHOTO.
A versão cantada pela dupla Claudinho e Buchecha ainda tinha backing vocals que deixavam a música um pouquinho (bem pouquinho) mais dinâmica. Aí veio a rainha da depressão e fez isso:
A não ser que ela esteja cantando para a Sertralina dela, não me convenceu.
9- Ragatanga (vulgo "Aserehe") - Francisco Manuel Roriz Gomes e Prometida (Fruta Fresca) - Rick Bonadio
Aqui não há como não ter um empate, porque as duas quadrilhas foram formadas graças a uma única pessoa: Sílvio Troll Santos.
Ragatanga é tão ruim, mas tão ruim, que ficou famosa como "a música que matou seu autor de câncer". Seria invejável se parasse por aí, mas o troll queria mais: por que se dar o trabalho de financiar um programa de calouros se não para contaminar a Terra com essa lamentável coreografia?
Encorajado pelo "grande sucesso" do Rouge, o Patroll resolveu fazer um segundo Popstars para portadores de cromossomo Y. Surgiu então o... er... Big Bad Boys?
Prometida (que acreditem ou não, REALMENTE inclui "fruta fresca" entre parênteses no nome, devido à falta de malícia de um departamento de marketing) era uma tentativa de trazer uma nova onda latina aos intérpretes brasileiros. A letra cafona, o estilo exagerado e os arranjos em tudo remetiam imediatamente às novelas vespertinas do (qual outro?) SBT.
8- Senhorita - Cabal, Lino Crizz e DJ Hum
Aaaaah que lamentável. As pessoas costumam dizer que arte boa é aquela que atravessa os anos, o que eu considero controverso, pois algumas coisas são hediondamente inesquecíveis. Entra Cabal e sua obra de merda.
É incrível como músicas terríveis normalmente nascem da intenção de passar uma boa cantada, mas acabam culminando num xaveco de pedreiro deslavado. Veja só esse primor:
"Domingo de sol, você no litoral
Só de saia e eu pensando, tomara que caia
Na areia da praia, costurada pelo Sérgio Naya"...
Deixe-me repetir: NA AREIA DA PRAIA COSTURADA PELO SÉRGIO NAYA!!!! É realmente muito sensível evocar a donzela citando uma tragédia que matou oito pessoas e fez 150 famílias ficarem sem teto do dia pra noite, inclusive tendo o cuidado de rimar "Naya" com uma flexão do verbo "cair".
7- Dig-Dig-Joy - Feio e Zé de Henrique
Sandy e Júnior são como os efeitos especiais do primeiro Homem-Aranha: para a época e na idade em que eu estava, era espetacular; hoje, é uma bomba. Não é preciso ter vergonha de dizer que gostava de Sandy e Júnior, desde que você estivesse com menos de 12 à época. Mais que isso é constrangimento. Se disser que ainda chora com A Lenda, então, é auto-humilhação desnecessária.
Dig-Dig-Joy foi escolhida porque comprova quase que cientificamente um fato da indústria do entretenimento infantil: o refrão não faz um puto de um sentido, o resto da letra basicamente explica o conceito de uma brincadeira de rua mais velha que a sua avó, era o título do CD E VENDEU 700 MIL CÓPIAS; ou seja, criança consome qualquer bosta.
6- Heavy Metal do Senhor - Zeca Baleiro
OK, confesso: tinha que ter alguma coisa do Zeca Baleiro na lista. Nunca ouvi Heavy Metal do Senhor inteira, bem como nunca ouvi nenhuma música do Zeca Baleiro inteira - eu durmo no meio. Sabe como é, aquela voz de carro de pamonha, aquele climão maconha na cabeça...
Mas digamos que a música não fosse do nosso amigo das dorgas: ainda assim seria terrível. Porque não há nada que explique a conexão entre Deus brincar de gangorra e o demonho fazer festivais de música no inferno (até porque ninguém da banda Calypso morreu ainda).
[CONTINUA!]
10- Fico assim sem você -Abdullah e Cacá Moraes
Além da óbvia farofice, esse exemplar do funk PAF (Pré Advento do Furacão 2000) fica com a lanterna da minha lista por duas palavras: ADRIANA CALCANHOTO.
A versão cantada pela dupla Claudinho e Buchecha ainda tinha backing vocals que deixavam a música um pouquinho (bem pouquinho) mais dinâmica. Aí veio a rainha da depressão e fez isso:
A não ser que ela esteja cantando para a Sertralina dela, não me convenceu.
9- Ragatanga (vulgo "Aserehe") - Francisco Manuel Roriz Gomes e Prometida (Fruta Fresca) - Rick Bonadio
Aqui não há como não ter um empate, porque as duas quadrilhas foram formadas graças a uma única pessoa: Sílvio Troll Santos.
Ragatanga é tão ruim, mas tão ruim, que ficou famosa como "a música que matou seu autor de câncer". Seria invejável se parasse por aí, mas o troll queria mais: por que se dar o trabalho de financiar um programa de calouros se não para contaminar a Terra com essa lamentável coreografia?
Encorajado pelo "grande sucesso" do Rouge, o Patroll resolveu fazer um segundo Popstars para portadores de cromossomo Y. Surgiu então o... er... Big Bad Boys?
Prometida (que acreditem ou não, REALMENTE inclui "fruta fresca" entre parênteses no nome, devido à falta de malícia de um departamento de marketing) era uma tentativa de trazer uma nova onda latina aos intérpretes brasileiros. A letra cafona, o estilo exagerado e os arranjos em tudo remetiam imediatamente às novelas vespertinas do (qual outro?) SBT.
8- Senhorita - Cabal, Lino Crizz e DJ Hum
Aaaaah que lamentável. As pessoas costumam dizer que arte boa é aquela que atravessa os anos, o que eu considero controverso, pois algumas coisas são hediondamente inesquecíveis. Entra Cabal e sua obra de merda.
É incrível como músicas terríveis normalmente nascem da intenção de passar uma boa cantada, mas acabam culminando num xaveco de pedreiro deslavado. Veja só esse primor:
"Domingo de sol, você no litoral
Só de saia e eu pensando, tomara que caia
Na areia da praia, costurada pelo Sérgio Naya"...
Deixe-me repetir: NA AREIA DA PRAIA COSTURADA PELO SÉRGIO NAYA!!!! É realmente muito sensível evocar a donzela citando uma tragédia que matou oito pessoas e fez 150 famílias ficarem sem teto do dia pra noite, inclusive tendo o cuidado de rimar "Naya" com uma flexão do verbo "cair".
7- Dig-Dig-Joy - Feio e Zé de Henrique
Sandy e Júnior são como os efeitos especiais do primeiro Homem-Aranha: para a época e na idade em que eu estava, era espetacular; hoje, é uma bomba. Não é preciso ter vergonha de dizer que gostava de Sandy e Júnior, desde que você estivesse com menos de 12 à época. Mais que isso é constrangimento. Se disser que ainda chora com A Lenda, então, é auto-humilhação desnecessária.
Dig-Dig-Joy foi escolhida porque comprova quase que cientificamente um fato da indústria do entretenimento infantil: o refrão não faz um puto de um sentido, o resto da letra basicamente explica o conceito de uma brincadeira de rua mais velha que a sua avó, era o título do CD E VENDEU 700 MIL CÓPIAS; ou seja, criança consome qualquer bosta.
6- Heavy Metal do Senhor - Zeca Baleiro
(Eu sei que isso não é o clipe, mas, bem, it's fucking hilarious!)
OK, confesso: tinha que ter alguma coisa do Zeca Baleiro na lista. Nunca ouvi Heavy Metal do Senhor inteira, bem como nunca ouvi nenhuma música do Zeca Baleiro inteira - eu durmo no meio. Sabe como é, aquela voz de carro de pamonha, aquele climão maconha na cabeça...
Mas digamos que a música não fosse do nosso amigo das dorgas: ainda assim seria terrível. Porque não há nada que explique a conexão entre Deus brincar de gangorra e o demonho fazer festivais de música no inferno (até porque ninguém da banda Calypso morreu ainda).
[CONTINUA!]


